Mostrando postagens com marcador Gravidez primeiro mês. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gravidez primeiro mês. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O primeiro ultrassom.

Com seis semanas e alguns dias de gravidez, ainda no Brasil, fiz o meu primeiro ultrassom. A única coisa que se enxerga é um feijãozinho, com uma espécie de luzinha piscando, que é na verdade o coração batendo. E o mais importante: ouve-se o batimento cardíaco do bebê (o do Caio estava a 115 bpm). É basicamente isso (a médica checa outras coisas – o tamanho do saco gestacional, o colo do útero, que ovário ovulou, etc.), mas já é tão emocionante! Como acontece com a maioria das mães, segundo a médica, lágrimas caíram. E acho que é nesse momento que o amor pelo filho começa a ser despertado, que tu te dás conta de que tem um serzinho se desenvolvendo dentro de ti de verdade e então sentes aquele sentimento te invadindo! Muito legal!

 O De estava no Rio Grande do Sul, então quem foi comigo foi a mãe, que se impressiona com a tecnologia de hoje! Imagina que quando eu e meu irmão nascemos, pra saber se o bebê estava bem posicionado na época do nascimento, eles batiam uma radiografia!! Eu  não tô brincando! A mãe tem a nossa radiografia guardada até hoje! Isso sim é que me chocou. Pelo menos, quando faço algo meio maluquinho, tenho uma boa desculpa: é por causa do raio X que bateram de mim ainda na barriga da mãe!

domingo, 2 de outubro de 2011

Espalhando a notícia.


Duas semanas depois de ter confirmado que estava grávida, eu teria um café da tarde da Confraria das Primas, encontros que acontecem já há uns seis anos, uma vez a cada três meses mais ou menos. Sempre que vou pro Brasil, as primas tentam organizar um. Elas sabem que eu fico triste de perder as reuniões, e como eu vibro quando sei que vou poder participar de alguma! Eu comemorei as gravidezes delas, e sempre fui apaixonada pelos filhos delas; elas sabem! Então eu tinha decidido que não ia perder a oportunidade de contar pra elas na Confraria, quando estivéssemos todas (ou quase todas) reunidas! Por isso, nessas primeiras duas semanas, não contei pra quase ninguém. Acho que só mesmo a Dani, minha grandissíssima amiga e comadre, ficou sabendo!

Aí que chegou o dia da Confra. Outras quatro primas estavam grávidas, então esse encontro já tinha o apelido de Confraldaria! Pensei em como eu daria a notícia. Eu tava contando os dias pra esse momento!

Quando já estávamos todas lá, a Lia, dona da casa, declarou aberta a confraria! Então eu logo disse como quem não quer nada: “Nossa, acho que a gente nunca teve tanta grávida na família! Cinco!” Aí que todas ficaram me olhando com cara de quem tava pensando ou contando de novo quantas eram as grávidas; algumas balbuciaram “cinco...?” Aí eu repeti, sorrindo: “É, gente, cinco!” E alguns segundos depois, quando pontinhas de sorriso começavam a aparecer: “Eu tô grávida!”  Gente, que loucura que  foi isso. Começou uma gritaria, palmas, prima pulando com os braços pra cima, outras correndo pro abraço, outras emocionadas! Foi demais!!! A reação delas me lembra a propaganda da Heineken que passava aqui na Nova Zelândia e que me fez rir tantas vezes; só que no caso das primas elas comemoraram por mais tempo; não foram cortadas pela reação dos homens! Vejam aqui (não encontrei a que foi dublada em inglês, mas não faz diferença).

Quando elas começaram a se acalmar, foi pergunta de tudo quanto é lado, ao mesmo tempo: “Tá de quantas semanas?”, “Quando tu descobriu?”, “Vai nascer na NZ?”, “Tás enjoando?”, “Tás com muito sono?”, “Conta tudoooooooo!” Então contei pra elas tudo o que escrevi até agora neste blog! E no fim, no mesmo dia já ganhei presentes (fraldas e roupinhas)!! Ai, amei!

Enfim, esse momento com elas eu não vou esquecer nunca; é muito prazeroso lembrar!

Depois disso, comecei a espalhar a notícia, ganhei muito abraço, mais roupinhas, dicas, palpites (a grande maioria dizendo que era menino!)... Voltei pra NZ agradecendo cada momentinho compartilhado com tantas pessoas especiais que fazem parte da minha vida e que moram, neste momento, longe de mim (tá, eu é que moro longe delas).

P.S.: Só por curiosidade, as outras quatro primas já tiveram seus filhos, e depois teve mais uma que engravidou. Dos seis bebês, cinco são meninos!!

A confirmação.


Que delícia foi estar no Brasil depois de cinco meses e meio na estrada! Era um domingo e isso nos proporcionou receber a visita de grandes amigos. Pra segunda, eu já tinha planos, é claro! Depois do almoço eu ia sair com o pai pra dirigir a Genoveva, caminhonete do meu irmão que seria o meu carro durante este mês em Floripa e que eu nunca tinha dirigido antes.  O De foi junto, pois teríamos que ir no supermercado. Depois de uns cinco ou dez minutos, antes de passarmos em frente ao laboratório, inventei uma superdesculpa pro meu pai. Disse que queria fazer uma surpresa pra mãe, que teria que passar numa lojinha por ali, que eles me deixassem na esquina e fossem ao supermercado sem mim, e na volta me pegassem. Assim que eles seguiram caminho, entrei no laboratório. Por sorte só tinha uma pessoa na minha frente, e o timing foi perfeito! O atendente me disse que ia pedir urgência no resultado pra que eu o tivesse ainda naquela noite. Fiz o exame, saí do lab, me dirigi pra frente da farmácia do lado, esperei não mais do que dois minutos, e eles chegaram!

No papel com o código pra pegar o resultado na internet dizia que este estaria disponível a partir das 9 h da noite. Desde as 7.30 eu já estava checando. E a cada cinco ou dez minutos voltava lá! Família toda reunida, inclusive a mãe do De, fomos jantar. Antes da sobremesa, resolvi dar mais uma olhadinha no saite. Eram 8.15 h! E desta vez estava lá: positivo!! Chamei o De no quarto, ele me abraçou, mas disse que já sabia! Hehe E ficou ele incumbido de falar pros nosso pais.

Chegamos os dois com uma cara séria. O De disse que tinha uma notícia pra dar, que a gente tinha acabado de receber. Silêncio na cozinha. Quem tava em pé, se aproximou, sentou à mesa; expectativa no ar. O De continuou enrolando, claro, como se fosse ruim a notícia que ele tinha pra dar. “Fala, De”, ouvimos de uma ponta da mesa. “Não nos deixa preocupados”, vinha de outra. E a frase final: “Acho bom vocês se cuidarem direitinho pra ter bastante energia, porque vocês vão ser avós!”

 Daí foi só emoção!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A espera.


Quando senti os primeiros sintomas da gravidez, tinha passado apenas uma semana do dia em que eu sabia que tinha concebido, se estivesse de fato grávida. Muito cedo pra confirmar com teste de urina. Ai, que ansiedade! Mas não tinha jeito – eu teria que esperar uma semana mais.

Nisso passamos por Madri e chegamos a Portugal, onde ficaríamos seis dias, saindo de lá num sábado de manhã cedo. Como é de praxe, planejei que na quinta-feira faria o teste de urina, dia que eu ficaria menstruada se não estivesse grávida. Na quarta já comprei o teste, pois eu queria fazer ao acordar. Sete horas da manhã eu já estava de pé, me dirigindo ao banheiro para o grande momento! Fiz o teste e fiquei esperando os três minutos mais longos da minha vida pra ver se apareciam as duas listrinhas, o que indicaria positivo. A primeira delas até que apareceu rapidinho. Mas a segunda... passam-se dois minutos e nada. Passam-se dois minutos e meio e com algum esforço consigo ver uma segunda listrinha querendo aparecer. Ao dar os três minutos eu conseguia ver a tal segunda listrinha, mas de cor rosinha beeeeemmmmmmm clarinho, mas clarinho mesmo... Ai, e agora? Afinal tô grávida ou não? Depois de 10 minutos até tinha uma segunda listra mais perceptível, mas nas instruções do teste dizia pra não considerar o resultado depois de 10 minutos. Que maravilha! Eu louca pra confirmar meus feelings, e o teste só tinha me deixado na dúvida... Quando voltei pra cama, o De logo perguntou: E aí? E aí que não sei, respondi. Tu consegues ver uma listrinha aqui? (isso foi antes dos 10 minutos). E ele: Tá fraquinha mas eu vejo! Uhuuuu! A gente vai ter um filho! Pra ele, a questão tava resolvida. Pra mim, não. Eu tava com medo de comemorar e ser tudo uma ilusão! Precisava de um teste concreto.

Na sexta-feira de manhã, já tendo pesquisado onde ficava o laboratório, saí pra fazer o exame de sangue. Como o De achava que eu estava ansiosa à toa e que não deveria pagar pelo tal exame em Euros, quando no Brasil seria mais barato, eu disse pra ele que ia comprar café da manhã e já voltava. Andei uns 10 minutos até o laboratório e dou de cara na porta: o laboratório tinha mudado de endereço, pra outro bairro...! Ai, não.... Fui numa farmácia e perguntei se havia algum lugar onde eu poderia fazer exame de sangue por ali. Me indicaram um e lá fui eu. Cheguei na tal clínica às 10.30 h da manhã. A coleta de sangue só era feita até as 10 h!!!! Não acredito que teria que viajar sem a confirmação... Só íamos chegar em Floripa no domingo, aí tinha que esperar até segunda, dar uma desculpa (porque não queria que meus pais soubessem de nada antes de confirmado), fazer o exame e esperar o resultado.... Ai, quanta espera... 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Acho que tô grávida!


Saímos de Londres e fomos a Praga. Quatro dias visitando nosso amigo Peter nessa que é uma das cidades mais lindas da Europa, na minha opinião. Seis dias depois de Londres, portanto, já estávamos em Paris, superbem acomodados no flat da prima Bia, que mora no Canadá. Que luxo um flat em Paris só pra nós dois. Estava tudo perfeito, não fosse a sensibilidade nos seios que eu sentia. Que estranho – pensei –, ainda falta tanto pra eu ficar menstruada... E foi pensamento autêntico mesmo, porque depois de três anos tomando pílula eu não pensei que engravidaria de primeira. No dia seguinte, a sensibilidade aumentou e senti uma colicazinha... Não pode ser – pensei de novo comigo mesma. Minha menstruação nunca adiantou tanto. Mas com toda a minha convivência com mães e bebês, eu nunca tinha ouvido falar de cólica que tivesse a ver com gravidez. Resolvi ir ao oráculo do século 21. E o Google então me esclareceu: há mulheres que uma semana após a concepção já sentem os seios sensíveis e mesmo uma coliquinha, do óvulo fertilizado se alojando no endométrio.

Virei pro De e disse, com um sorriso no rosto: Acho que tô grávida!!

Planejando… executando.

Quem me conhece sabe que eu gosto de planejar as coisas. Meus amigos de espírito mais “let it be” acham que sou planejada demais! Eu não. Eu acho que comigo planejar funciona bem e é parte de várias coisas que já conquistei na vida – eu planejo, vou lá e faço. Portanto, como não poderia deixar de ser, minha gravidez foi planejadíssima. Mas todos sabem que gravidez não é só planejar e fazer acontecer. Pode demorar uns meses, pode demorar muitos meses, pode necessitar de tratamento, a gente nunca sabe. Porém, como eu disse, comigo planejar funciona, e até nisso funcionou perfeitamente.

Quando eu e De organizamos nossa viagem de volta ao mundo, já combinamos que eu pararia de tomar pílula quando faltassem dois meses pra chegar no Brasil, que o primeiro desses meses seria de desintoxicação, purificação e preparação, e que no segundo tentaríamos de fato conceber, pra eu chegar no Brasil (último mês da viagem) grávida e poder ao menos dividir com família e amigos a grande notícia pessoalmente. Digo isso porque em princípio minha ideia era voltar a morar no Brasil antes mesmo de engravidar.  Eu queria viver esse momento lá, perto das minhas grandes amigas, das minhas amadíssimas primas, dos mimos das tias, e é claro junto com meus pais e irmão. Então, não foi fácil pra mim decidir, junto com  o De, ter o primeiro filho na Nova Zelândia. Com tudo planejado, me empolgava a ideia de pelo menos eu chegar grávida no Brasil e viver o comecinho dessa experiência tão especial por lá. Acho que andei me comportando direitinho e os anjos do céu me concederam esse pedido! :)

Depois do mês de abril sem tomar pílula, me alimentando bem (só comida vegetariana; estávamos na Índia!), sem beber nada de álcool, etc., chegou maio. E aí que eu não sou boba nem nada e resolvi que do dia 10 ao 20 do ciclo menstrual a gente ia ter uma tarefa importante a cada dois dias, que teria que ser cumprida sem falta!  Esta parte da viagem passaria pela  Turquia, Londres e Praga. Dias intensos e cansativos de Europa, mas não importava. E foi num dos dois dias em que estivemos em Londres, daqueles de passar 12 horas caminhando e curtindo essa cidade que eu amo, que, levando a sério nosso propósito independente do cansaço do fim do dia, o Caio passou a fazer parte da gente.  Mais tarde, me dou conta e caio em mim... Caio em minha vida.