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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Pegando a estrada no oitavo mês

Quando combinamos com meu irmão a visita à NZ, eu já sabia que ia estar no oitavo mês de gestação. Mesmo assim, apostei nos cuidados que eu tive e teria durante toda a gravidez e no fato de eu me exercitar, e planejei toda uma viagem pelo país!

Claro que algumas coisas tiveram que ser diferentes. Por exemplo, já não ia dar pra acampar como faríamos de certeza se eu não estivesse grávida, e nem pra dormir em colchão no chão. Longas jornadas no carro também deveriam ser evitadas. Eu também não tinha planos de fazer trilhas, especialmente durante nossa viagem pela Ilha Norte (entre Natal e começo de janeiro).

Com tudo organizado, Vítor chegou no dia 8 de dezembro. No primeiro fim de semana, eu ainda com 31 semanas, fomos pra Kapiti Island e consegui fazer uma trilha de 4,5 km, de nível fácil a moderado, parando a cada 30 m nos 200 m finais da subida. E no fim, com a trilha terminada, eu me sentia esgotada, o corpo todo cansado. Pensei que essa seria a última.

Pouco antes do Natal saímos de carro a explorar a Ilha Norte. O primeiro dia de viagem foi o que teve a jornada mais longa na estrada – umas 5 horas. Mas foi tranquilo pra mim. Só que nas semanas seguintes isso mudou. Uma hora no carro sem paradas e eu já me sentia desconfortável.

Com tudo isso, ainda consegui fazer duas trilhinhas. Uma em Taupo, no dia 24 de dezembro, 50 minutos de caminhada, mas num lugar plano, em meio às geotermais! E outra em Coromandel, supostamente de 40 minutos, mas de nível mais moderado, com subidas e descidas. Na volta, Vítor levou 25 min, eu (com De) levei 50! O bom é que eu estava viajando com dois homens, e eles eram bem atenciosos comigo. Nas subidas nas trilhas eles até me puxavam!

Outra coisa é a vontade bem mais frequente de fazer xixi. Mas se a viagem é pela NZ, isso definitivamente não é um problema! Aqui tem banheiros públicos e limpos – que sempre têm papel higiênico – a cada esquina! Aí é só saber aproveitar cada parada!

Os cuidados com a alimentação continuam, claro. Mas o fato de o bebê já estar todo formadinho deixa a futura mãe mais tranquila se, por exemplo, não deu pra comer folhas verdes escuras ou tantas frutas num certo dia.

Enfim, há algumas desvantagens de viajar no terceiro trimestre, em vez do segundo, que é quando todos dizem que é a melhor época da gravidez pra sair em viagem. Mas há algumas vantagens também: acabas te mantendo bem ativa, fazendo caminhadas, em tudo os companheiros da trip te dão prioridade, até na escolha dos locais pra comer ou do que vai ser feito de comida, eles carregam as coisas pra ti, te puxam nas trilhas, sempre te perguntam se estás bem, em outras palavras, és o centro das atenções – não que eu sempre goste de sê-lo, mas quando estás com teu marido e teu irmão, isso é bom!! hehe Mas a maior vantagem, na minha opinião, é poder bater fotos de gravidez e da barriga, que agora está num tamanho legal, em lugares lindos e diversos!! O álbum da gravidez acaba ficando variado e interessante! Eu, que curto muito fotos em geral, adorei essa parte! Seguem algumas aqui:










sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Estudando a paternidade/maternidade

Nas últimas duas semanas eu e De fizemos nosso cursinho pré-natal. Como tudo o que temos feito em relação à gravidez aqui na NZ, este também é de graça, isto é, com fundos do governo.

Éramos 16 casais, todos com midwives (não com médicos privados), todos querendo parto normal.

Achei o curso bastante completo. Começou com os assuntos parto e nascimento, em que foram abordadas todas as possibilidades, tudo o que se pode fazer em cada situação de imprevisto, as técnicas pra amenizar a dor (medicinais - gás, epidural... - ou não – posições que ajudam, respiração, etc.), depois os homens e as mulheres se dividiram em grupos e fizeram lista do que eles podem fazer pra nos ajudar, como pessoa de apoio, e nós do que esperamos que eles façam pela gente. Aqui na NZ o quarto de hospital é todo preparado pra favorecer o parto normal – tem até banheira no quarto, eles estimulam a que a mulher caminhe, leve música, busque posições confortáveis (pra aliviar a dor e pra favorecer a “saída” do bebê), a equipe toda é atenciosa, tentam envolver o partner (seja pra contar o tempo entre as contrações, ou mesmo nas diversas posições de alívio que requerem o parceiro), e tu podes ter no quarto, além do partner, a tua mãe, por exemplo, que é o que eu vou fazer! Se precisar fazer cesariana, sempre tem médicos de plantão. Ainda nos mostraram vídeos de partos diferentes, que, ao contrário do que me disseram – que podiam impressionar e tal –, acabaram me emocionando (não o da cesárea, mas os dos partos normais)!

Essa parte continua: te explicam todos os procedimentos feitos com o bebê depois que ele nasce (é tudo feito ali no quarto mesmo, na tua frente!), a possibilidade de injeção ou não pra retirada da placenta, e como eles estimulam a que o bebê vá o mais rápido possível para o colo da mãe, onde ele se sente num “ambiente” familiar e seguro!

Sinceramente, adoro essa concepção predominante na NZ, e acho que o Brasil tem muito o que evoluir nesse sentido. Um dos países do mundo com índice mais alto de cesarianas, muito acima do que recomenda a OMS, isso não pode estar certo...!

Mas continuando o curso,tivemos uma palestra com uma nutricionista sobre alimentação durante a gravidez, durante a amamentação, e do bebê também.

Em outro dia a aula foi sobre CPR (Ressucitação Cárdio-Pulmonar – muito bom aprender o que fazer se notas que o bebê não está respirando) e também o que fazer se o bebê/criança se engasga. Continuamos com uma aula completa sobre amamentação, todas as técnicas pra dar tudo certo e ser sem dor, mostraram diversas bombinhas de tirar leite, etc.! E o curso ensina até como preparar a caminha do bebê pra evitar o risco da morte súbita, fala sobre o bebê-conforto do carro, explica como dar banho, como enrolar o bebê no cueiro, como saber se ele tem roupa demais ou de menos, como trocar fralda (de pano e descartável), massagem no bebê, tuuuuudoooooo enfim!

Eu leio bastante sobre todos esses assuntos e diria que eu tenho um pouquinho de experiência com bebês na minha vida (por exemplo, já troquei fralda e dei banho no meu afilhado – essa pequena experiência já deixa a gente mais segura nessas situações), mas mesmo assim achei o curso superimportante. Parece que absorves melhor as informações! Porém, o que eu mais gostei foi ter o De ao meu lado, ouvindo tudo atentamente, entendendo melhor cada detalhe da paternidade e maternidade, superfofo trocando a fralda da boneca-bebê e a enrolando no cueirinho, ficando mais e mais ciente do quanto ele é importante pra gente – eu e Caio – no momento do nascimento e depois!

Eu sei que os hospitais públicos no Brasil também oferecem curso pré-natal de graça. Me pergunto se têm a mesma qualidade dos daqui. Vocês que já fizeram, me contem!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Hidroterapia para gestantes


Estou adorando as aulas na piscina! Até agora eu só fui em duas (porque teve uma segunda-feira que eu me esqueci completamente da aula), mas já dá pra dizer que adoro. Na primeira eu ainda estava entendendo como as coisas funcionam, mas na desta semana já me senti bem à vontade. Comparecem de 10 a 20 grávidas, mais no final da gestação. Numa das aulas tinha grávida de 39 semanas, até de 40!! Na última essas já não apareceram! J

Me chamou a atenção o fato de que todas aparentam ter mais de 30 anos, com exceção de uma, mais novinha. E também há uma representação da diversidade da NZ – além das originalmente kiwis, de várias partes do país, éramos cinco grávidas de fora, de cinco países diferentes: Inglaterra, Austrália, EUA, Canadá e eu, bem mais “exótica” (!), do Brasil!

Isso eu soube porque a tutora, uma senhora muito legal, tenta envolver não só o bebê ou a gravidez na aula, mas um pouquinho da nossa vida pessoal. E nesta semana ela pediu pra imaginarmos o mapa da NZ na piscina e nos colocarmos na nossa cidade de nascimento. Para as de outros países, um cantinho lateral!

Outra vez ela perguntou o que faltava fazer em casa em termos de preparação para a chegada do bebê, ou então se já tínhamos um nome (e qual), ou para nos colocarmos em ordem de data prevista para o nascimento. Coisas assim!

Também fazemos exercícios em dupla, oportunidade para conhecermos umas às outras. Ela pede pra procurarmos alguém da mesma altura. Pra mim é fácil – basta procurar a mais alta de todas fora eu! Sim, porque eu sempre sou a mais alta! Já fiz dupla com a australiana e com a inglesa, que ficou toda contente de ter alguém da altura dela (eu sou uns 3 cm mais alta, na verdade!)!

Ao final há uns 10 minutos de relaxamento na água. Pegamos boias, vários “macarrões” de piscina, nos acomodamos boiando, uma musiquinha relaxante, fechamos os olhos e ficamos à deriva! É muito bom!

E pra finalizar, ainda é servido um chazinho com bolachas na saída, pra que a temperatura do nosso corpo volte ao normal, dizem. Ah é, não falei que a água da piscina é morninha, uma delícia!!

Mas de todas as experiências e sensações, a mais doida é a que acontece quando sais da piscina: sentes o peso do teu corpo e da barriga de novo, todo de uma vez! De fato, a gravidade te puxa pro centro da terra!! Pura aula de física! E aí te dás conta de quanto esforço o teu corpo faz pra carregar mais um, e do respeito e cuidado que ele – o corpo físico – também requer e merece!