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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Acorda, Caio, papai chegou!

Há dois dias tive mais um encontro com a midwife. Só aí contei pra ela da semana da ziquizira. Ela acha ótimo como eu logo sinto alterações no meu corpo e como sou proativa.

Fiz os exames de praxe – pressão, urina (pra nível de açúcar e proteína) –, ela checou se minhas mãos e pés apresentam inchaço (não apresentam), a posição e tamanho do útero (estão ótimos!) e o batimento cardíaco do Caio, que estava em 140 – 145 bpm. Me disse também que a alteração do batimento é bom sinal, que significa que ele está bem saudável e ativo. E só de apalpar a barriga ela sabe dizer a posição do bebê! O Caio estava de cabeça pra baixo, com o corpinho mais à minha direita e as perninhas, chutando, à esquerda!

Depois ela me deu o pedido pra exame de urina em laboratório, pra confirmar que a infecção urinária está totalmente curada, e também pra um exame de sangue que toda grávida faz em torno das 26 semanas por aqui pra ver o nível de glicose e confirmar se não há o desenvolvimento de diabete gestacional.

Como sempre, me pesei, mas não vou dizer o peso, porque os números assustam e parecem não corresponder com a imagem que tenho no momento. Claro que engordei, mas continuo “magra”, com braços e pernas finos, e me sentindo bem. Mas se penso nos números, fico apavorada. Por isso, fiquem com minhas fotos! Hehehe J

Saímos de lá, é claro, felizes mais uma vez! Eu sempre penso que queria ter em casa esses aparelhinhos de escutar o coração. É tão legal!! Mas com tanta coisa pra adquirir, acho que isso não tem prioridade, né?

Ah, o De aproveitou pra perguntar pra ela se apalpando a barriga dá pra acordar o Caio, porque agora que os chutinhos estão mais fortes, o De sente facilmente. A Antonia não só disse que sim como disse que ele não precisa ter medo de colocar uma pressãozinha! Eu mereço!! Agora o De quer sempre dar umas cutucadas na minha barriga pra se comunicar com o Caio, pode?! O que a gente não faz pelo vínculo pai-filho?!

domingo, 6 de novembro de 2011

Lá vem, lá vem...


Quando fomos pra Gisborne, na costa Leste da NZ, ficamos na casa de um casal brasileiro que nem conhecíamos ainda, amigos da Cris e do Felipe. Mas sabe como é amigo de amigo, foi ótimo o fim de semana que nós seis passamos lá. Aí, no último dia, estávamos na frente da casa quando uma senhora, a vizinha, se aproximou e entregou ao Pasqual um cd da coleção Putumayo de músicas brasileiras pra crianças. Assim que a vizinha foi embora, ele perguntou se eu queria ficar com o cd. É claro que sim! Eu sempre adorei as coletâneas da Putumayo!

No entanto, foi só esta semana que parei pra realmente ouvir o cd. Até tinha dado uma olhada rápida nas músicas, vários nomes novos de cantores pra mim, não me detive muito nisso. Bom, eu já tinha curtido o cd e já estava imaginando que o Caio também ia curtir, até que chegou na última música. Cantada pelo Paulinho Moska, que é um cantor que eu gosto, com um coral de crianças, quando a música começou eu já me arrepiei – me lembrava a minha própria infância: Marinheiro Só (dá pra ouvir um pouquinho no link acima)! Aí fiquei imaginando eu e Caio escutando juntos e eu ensinando ele a fazer o backing vocal: “marinheiro só”.... “marinheiro só”. Ele com aquele jeitinho de criança...! Ai, que fofura! Quando dei por mim, estava cantando e chorando ao mesmo tempo! Estou assim – me emociono só de pensar nos momentos a serem vividos com o Caio! J

Depois ainda tirei a música no violão pra gente poder fazer nossas próprias versões!
Eu tenho umas fitas cassetes (que agora passei pra mp3) gravadas pelo pai comigo quando eu tinha 2 e 3 anos de idade pra mandar pra tia Perpétua, minha madrinha, que estava morando em Londres na época. Na primeira fita, eu contei, canto 14 músicas diferentes. É certo que foi uma coisa que sempre gostei! E não vai ser por falta de estímulo que o Caio também não vai curtir muuuito!

Adoro a expectativa do futuro!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A SEMANA DA ZIQUIZIRA

Prólogo

Eu trabalho na Victoria University dois dias por semana (os outros três, trabalho em casa pra Editora Bonijuris). E toda vez que eu chego lá, minha chefe, que é uma pessoa muito legal, sempre me pergunta How are you? E não é um “oi, tudo bem?” da boca pra fora; ela pergunta realmente querendo saber como eu estou, como está indo a gravidez e tal. E da mesma forma, eu penso antes de responder, e minha resposta sempre foi : “I’m very well”, ou “we’re great”, “everything is good!”

Na quinta passada, logo depois de eu responder, pensei comigo mesma que eu tinha muita sorte de sempre ter uma resposta positiva pra dar, de estar sempre me sentindo tão bem nesses seis primeiros meses da gravidez. How lucky I am!


Parte I: A primeira noite em claro – treinamento?

Quinta-feira o dia transcorreu como normalmente, à noite dei uma aula de dança que foi bem tranquila, nada de novo, sem grandes esforços físicos.

Como sempre, saio rapidinho da aula pra chegar em casa a tempo de ver X Factor, que eu a-do-ro! No meio do programa, começo a sentir um desconforto na coluna, num local em que nunca senti antes. Não era nem na lombar, nem na região dos ombros, mas mais no meio. Que estranho, pensei. Dei mais uma alongadinha, mas sem resultado. Quando chegou a hora de dormir, o desconforto já estava grande, porém talvez se eu deitasse, fosse melhorar. Ledo engano! Eu simplesmente não encontrava posição pra dormir. Virava de um lado pro outro, tentava de barriga pra cima um pouco, cada posição me dava um alívio de dois segundos (não tô exagerando, eram dois segundos contadinhos) e voltava o desconforto. Depois de umas quatro horas nessa, desisto de ficar deitada, levanto, começo a andar pela casa (quem sabe alivia?), sento, resolvo me distrair um pouco na internet, mas o desconforto não passa. Começou a me dar um desespero de não ter posição, de não poder dormir, que logo eu já estava chorando por aí. O De eu não quis acordar. Quando passavam das 4.30 h da manhã, resolvi voltar a deitar. A dor continuava, mas eu disse pra mim mesma que a dor do parto seria bem pior, então que eu tentasse ignorar essa dor e dormisse. Fui respirando fundo, concentrando na respiração e pelas 5 h finalmente consegui. Acordei às 7h, o despertador do De tocando, a dor ainda ali. Aproveitei que ele estava desperto e contei da minha saga noturna. O De passou um gelol na minhas costas e sugeriu que eu ficasse em casa. Preferi ir trabalhar, ao menos por algumas horas, onde eu teria algo em que me concentrar, do que ficar em casa ligada na dor. Levantei devagar e senti que a dor tinha melhorado um pouquiiiiiiinho.

Chegando no trabalho, minha chefe, é claro, perguntou: How are you today? E pela primeira vez tive que dizer: “Not very well, to be honest...” Aí contei pra ela da minha desventura e também do meu pensamento do dia anterior. Nesse momento ela até riu: que ironia da vida!, ela disse. Total ironia... Acabei rindo também...!

Aguentei trabalhar umas 4 h e voltei pra casa. No caminho, passei numa farmácia e comprei aquelas bolsas de gel que tu esquentas no microondas. Fui dormir com a bolsinha nas costas e acordei duas horas depois me sentindo beeeem melhor. Continuei com a bolsinha direto, inclusive pra dormir mais tarde, e no sábado de manhã eu estava me sentindo ótima. 100% mesmo! Ai, que alívio!

Eu não sabia o que o futuro próximo me reservava...


Parte II: Conhecendo o hospital

Bom, no sábado eu tinha um workshop de dança de fan veil, e decidi que não iria perder, pois ia exigir mais de braços do que de costas. De fato, foi isso. O que aconteceu foi que eu me esqueci de levar uvas-passas pra comer no intervalo, e na segunda metade comecei a sentir frio e percebi minha pressão mais baixa. Peguei mais leve, mas fui até o final. Na saída comprei nosso almoço e fui direto pra casa. Tinha a certeza de que tinha me sentindo mal por ter ficado muito tempo sem comer. Não me senti nem um pouco bem psicologicamente falando também; penso sempre no Caio...

Em casa, já bem alimentada, comecei a sentir uma dor de cabeça e um cansaço...! E eu nunca tenho dor de cabeça. Também senti uns calafrios...Ihhhhh,não gosto de calafrios, será que tô pegando uma gripe? Resolvi tomar um paracetamol e descansar. O remédio em efeito fez eu me sentir melhor e fiz até muffins pra gente, pela primeira vez (ficou uma delícia!). À noite fomos jantar na casa de uns amigos, e lá comecei a sentir muito calafrio e a cabeça pesada. Eu sei que quando me dá calafrio, é febre. E febre é sinal de infecção. Porque estávamos no meio do jantar e eu não queria estragar as coisas, tomei outro panadol, mas ao mesmo tempo comecei a me preocupar mais com o que estaria causando isso. E os únicos dois sintomas que eu tinha eram febre e dor de cabeça; não tinha dor de garganta, nariz escorrendo, tosse, espirro, nada! Ou seja, poderia ser qualquer coisa. Fui ficando bem preocupada, mas depois da janta, o analgésico estava em ação, então eu já não sentia mais nada. Não adianta ir pro hospital agora, sem sintoma nenhum. Vamos pra casa e quando passar o efeito do remédio, a gente vai na emergência; esse era o plano.

Acordei no meio da madrugada pra ir ao banheiro e ao levantar da cama eu tremia muito... Que frio. Voltei correndo pra debaixo das cobertas e de repente me dava um calor! Senti minha temperatura, mas não estava muito alta; eu sabia que não tinha chegado nos 39 graus, que é o que dizem que pode prejudicar o bebê (sim, isso é mais no primeiro trimestre e eu já estou no final do segundo, mas a gente sempre se preocupa, né?), fiquei com a bolsinha de gel, agora geladinha, na cabeça pra segurar a temperatura. Umas três horas depois não dava pra segurar mais – era hora de ir pro hospital, já que meu médico não ia estar no consultório a essa hora e eu não me senti à vontade pra acordar a midwife às 6 h da manhã de domingo.

Acabamos saindo de casa às 7 h, o sol lindo com a cor da manhã.

Pela primeira vez entrei no Hospital de Wellington, o mesmo em que o Caio vai nascer. Claro, não era a ala dos nascimentos, mas mesmo assim gostei do que vi. Tudo novinho, sem cara nem cheiro de hospital. Na recepção da emergência, havia até uma área pras crianças! Tinha pouca gente lá na frente, falei com a menina do balcão, ela disse que uma enfermeira ia me ver primeiro, pra fazer a triagem. Esperamos meia hora, nos perguntando por que, se não tinha praticamente ninguém mais ali. Eu senti que minha temperatura tinha baixado mais; a alternância frio-calor tinha diminuído muito de intensidade, eu me sentia apenas cansada. Finalmente a enfermeira nos chamou. Conversamos, ela disse que eu não parecia mal, que não deveria ser nada muito sério, mediu minha temperatura, disse que eu estava com um pouquinho de febre mas não me disse quanto e eu esqueci de perguntar – que viagem –, também mediu minha pressão, que estava baixa como sempre, e disse que iria me colocar na fila de ver o médico, e que isso poderia demorar de 2 h a 4 h. Ah, ela perguntou se eu tinha algum sintoma de infecção urinária, hipótese que eu mesma já tinha considerado, mas a verdade é que eu não sentia nada de errado, nada mesmo. Ela pediu pra eu fazer uma coleta de urina que ela ia fazer o teste. E, bingo, não deu outra, leucócitos presentes na urina, sinal de infecção.

De qualquer forma, eu teria que ver o médico, ela explicou, pois é ele que prescreve o antibiótico.

Voltamos pra sala de espera e depois de dois minutos já fomos chamados. Uma outra enfermeira nos encaminhou pro que eles chamam de cubículos, um quarto que nem é pequeno, limpíssimo, com uma cama, cadeira, pia, vários aparatos médicos, etc. Lá esperamos duas horas pelo médico, mas confesso que a espera nem foi assim tão dolorosa. Deitei na cama e alternei meu tempo entre conversar com o De e dormir um pouquinho. Volta e meia chegava uma enfermeira ali pra ver se estava tudo bem, numa dessas mediram minha temperatura de novo (desta vez perguntei, estava 37.1) e também a pressão. Todo mundo muito gentil e atencioso.

Até que o médico chegou. Me surpreendi com sua simpatia, pois eu acho os médicos daqui muito frios (já fui em uns três diferentes por causa dos exames médicos que tem que fazer pra Imigração). Ele tem uma filhinha de 11 meses, então se interessou pela nossa gravidez. Falou que é bem comum ter infecção urinária nessa fase (me deu a explicação biológica, mas não sei repassar), e que tem antibiótico que não prejudica o bebê, e que mesmo a febre a essas alturas não afetou o bebê em nada, que eu não me preocupasse. Perguntou se eu estava sentindo ele mexer, e de fato eu estava (a verdade é que não senti nada anormal na barriga, então no fundo eu achava que estava tudo bem, apesar do medinho). Me passou a receita, só disse pra qualquer mínima alteração eu voltar lá, qualquer coisa que eu ache que não esteja indo bem, por menor que seja, pra não arriscar nada.

No caminho compramos o remédio. Tendo saído de casa às 7 h da manhã, chegamos de volta às 11 h. Só de ter descoberto o que estava causando a febre e de estar medicada, eu já me sentia melhor. Também gostei do tratamento que tive, do sistema de saúde da NZ. Quanto gastei? NZ$ 4,00, do remédio. Todo o restante foi gratuito. Fiquei feliz que o Caio vai nascer aqui.

Depois de tomarmos café da manhã, o De, tadinho, teve que excepcionalmente ir trabalhar num domingo. Eu coloquei um filme, deitei no sofá e não cheguei a assistir nem cinco minutos. Dormi direto do meio-dia às 4 h da tarde, hora em que o De voltou. A verdade é que passei o resto do dia todo deitada.

Respiro fundo e volto a acreditar que minha resposta pra minha chefe vai voltar a ser sempre “I’m feeling just great!”

terça-feira, 25 de outubro de 2011

De água na boca a apetite de leão

Tu engravidas e, assim que descobres, não podes ver comida que te dá água na boca. Das coisas mais simples às mais refinadas, da torrada com manteiga àquela sobremesa deliciosa feita pela tua mãe, falou em sentar à mesa, a salivação é instantânea!

Na consulta médica, a doutora diz pra não comer doce durante a semana – “evita desenvolver diabete gestacional e vais engordar pouco. No fim de semana, podes te permitir um pedacinho de bolo, mas sem exageros!”. Pra quem nunca dispensou um docinho de sobremesa, fosse o dia que fosse, surge a dúvida: será que vou conseguir? Mas os dois motivos são fortes o suficiente.

O tempo vai passando, te perguntam se tens desejo de algo específico. Eu tinha desejo de tudo! Quando via a propaganda do McDonalds, precisava comer um quarteirão com queijo; propaganda de sorvete, o desejo era esse; de pizza, pega um pedaço de queijo. Eu não ia atrás de realizar esses desejos tão passageiros, mas o fato é que comer nunca foi tão prazeroso!

O tempo continua passando, a salivação diminui na proporção em que aumenta o apetite. “Come de três em três horas”, me diziam! Sem problema pra mim! Bergamota, iogurte e uva-passa se tornaram meus lanchinhos preferidos. Depois da janta, bergamota (sim, viciei), banana com canela no microondas, ou gelatina (a médica disse que isso podia!). Tudo bem, admito que incrementei a gelatina com o creme de ovos da receita da vó Dulce. Delícia!!

A vida segue, a fome entre as refeições diminui um pouco, mas acho que houve apenas uma transferência: nas refeições passei a comer muuuuito. Ando comendo mais que o De ultimamente. Claro, coisas saudáveis, sempre tem salada, vegetais, mas a quantidade...!

O espanto, contudo, veio fim de semana passado, quando, voltando de viagem de Gisborne (praia a 8 h ao Norte de Wellington), paramos pra almoçar no Subway, e em vez de eu comer um meio sanduíche daqueles, como era de praxe, eu pedi um inteiro com a intenção de guardar a outra metade pra mais tarde mas acabei comendo todo ele!!! E era de almôndegas... bem consistente. Pensam que parou por aí? Eu precisava de sobremesa e afinal era feriado e eu ando com mais vontade de doce ultimamente (meus amigos já sabem: o Caio está desenvolvendo as papilas gustativas e por isso está – estamos – curtindo mais um docinho), então mandei um sorvete pra dentro!

É verdade que depois de mais um sorvetinho no fim de tarde, à noite em casa pela primeira vez eu nem sentia fome e não aguentei comer o capeletti que o De preparou pra gente na porção que eu costumava comer antes mesmo de engravidar. Ainda assim, me pergunto: quando vai passar este apetite de leão?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Piração


Esses dias me bateu a “piração”. Claro que eu estou super-hiper-mega feliz com tudo o que está acontecendo. Que ninguém questione isso! Mas me deu uma saudade antecipada de sermos apenas “eu e De”. Pensei – já tinha pensado antes, mas agora pareceu mais real – que nunca mais vai ser só nós dois, nossos planos, nossas viagens, nossas decisões pensando em nós apenas, nossa completa liberdade e independência... Sempre vai ter essa pessoinha fazendo parte de nós, e que durante muitos anos vai depender da gente (emocionalmente, materialmente...) totalmente (é um monte de “...mente” mesmo!)...

Eu sei que jamais vamos nos arrepender da nossa escolha, e que nossa vida tem muito mais a ganhar do que a perder! Mas foi só aquele momento em que Caio me fez cair na real...! [filho, desculpa, não resisto o trocadilho! Aliás, vamos chamar de poesia! É poesia o que faço com teu nome, tá? J]

Uma vez, quando conheci o De, escrevi a “história de De e Du”. Uma história que eu acho linda, que é parte de quem somos e parte do passado. A partir de agora a história vai ser outra – a soma de De com Du e seu “resultado”!

domingo, 16 de outubro de 2011

A SORTE DE QUEM TEM EXCELENTES AMIGOS - primeiras aquisições mobiliárias


Eu costumo dizer pro De que a gente tem muita sorte com os nossos amigos e com as pessoas que estão ao nosso redor. E volta e meia acontece algo que me faz repetir essas palavras. Esta vez foi com as coisas do Caio.

Primeiro tenho que dizer que um bebê demanda “tralha” pra caramba, não? Deus do céu, é muita coisa. E cada artigo tem mil opções, diferentes tipos, marcas, preços, vantagens a oferecer... e pra mães de primeira viagem acaba sendo tanta coisa pra ler, pra pesquisar nas lojas, tanta informação pra absorver, pra pedir pras amigas que já são mães antes de decidir qual é o tipo que tu queres, que, olha, eu fico até com preguiça. Esses dias me peguei dizendo pra Cris que eu queria aproveitar agora que tô bem disposta pra agilizar tudo, mas que me dava uma preguiiiiça! Hehehe Pura contradição... e pura realidade.

Aí eu já tinha visto as listas do que precisa ter no quarto em diversos saites sobre gravidez e bebês que tem por aí e afinal eu já fui em quarto de bebês antes (afilhados, priminhos, etc.), e tinha então decidido que de móveis pro quarto eu só precisava do berço, uma cômoda numa altura boa pra já servir de trocador, e uma poltrona confortável pra amamentação. Apenas três coisas, nem é tanto! Aí pensei que teria que ter um moisés, algo mais portátil, até pra colocar no nosso quarto nos primeiros meses (vou preferir que no comecinho ele durma mais perto da gente); não podia me esquecer da cadeirinha pro carro (que não é bem uma cadeira, eu sei, pois o bebê vai ficar deitado, mas não lembro como chama aí no Brasil), e também da banheira, e, é claro, do carrinho, que talvez fosse melhor até ter dois, um mais profi e um daqueles guarda-chuva! Pronto, seria tudo! Ah, não, mas aí achei uma lixeirinha, daquelas que “isolam” a fralda usada, em promoção e resolvi comprar. E depois fui lembrando da babá eletrônica, do sling, da bolsa de bebê, e esses dias fui na casa de uma amiga mãe que conversou comigo sobre as mamadeiras, a bombinha de tirar leite, a chupeta... Socoooooooorro! Como disse essa minha amiga, “baby parafernalia” (com sotaque inglês: “paraferrrneilia”)!

Isso que eu nem falei nas roupinhas, né? Porque tenho a sorte de herdar roupinhas das minhas amigas e primas queridas, tirando as novas que a gente ganha de presente (é muito legal como todo mundo se envolve e participa de alguma forma da tua gravidez, não?), e que vão vir com meu irmão agora em dezembro, depois com a mãe, com o pai...

E as roupas e etc. que a grávida precisa? Mais uma sorte na minha vida de ter minha amiga-comadre Dani (somos comadres nos dois sentidos, eu e De padrinhos do Arthur, ela e Tiago do Caio!) tendo recentemente passado por uma gravidez e que já vinha guardando tudo pra mim antes mesmo de eu engravidar! É uma fofa! Ganhei roupas confortáveis e grandes pra todas as épocas da gravidez, a camisola de abrir na frente pra levar pra maternidade, sutiãs de amamentação, e váááárias outras coisas que nós, futuras mães, temos que ter. Ufa! Já pensou se eu tivesse que pensar em tuuuuuudo.

Aliás, quase fui injusta, eu não tenho que pensar em tuuuudo. O De me ajuda um monte. Fiquei superfeliz quando, há mais ou menos um mês, ele chegou em casa dizendo que tinha conversado com um amigo dele do trabalho (que já veio em casa num churrasco) que tem uma filhinha que acabou de fazer um ano, e que ia nos dar o bebê-conforto do carro (é assim que chama?), um moisés que nunca tinha sido usado, mais uma cadeirinha de balanço (aqui eles chamam assim mesmo, rocking chair, que o bebê usa mais tarde, com uns três ou quatro meses). Propusemos comprar deles, mas eles não aceitaram; disseram que era um prazer poder passar essas coisas pra gente. Uhuuuu!

E domingo passado fomos na casa deles buscar a “mobília”! Levamos uma poltroninha de presente pra filha deles, e depois ficamos sabendo que ela adorou! Já nossas novas aquisições quem adorou fui eu! E como se não bastasse, de lá fomos na casa de outro casal de amigos e acabamos ganhando uma babá eletrônica de qualidade e a banheirinha! De quebra, perguntei a opinião dela sobre os carrinhos, que pra mim é o mais difícil de escolher, e ela propôs nos emprestar o que ela tem até quando o Caio tiver três meses, que é quando nasce o segundo filho dela (sim, ela também tá grávida), porque depois de testar um seria mais fácil escolher! Nossa, adorei a ideia.

Enfim, voltamos com o carro absolutamente lotado de “baby parafernalia” e com a sensação de que parte da missão estava cumprida!

Durante a semana ainda comprei uma poltrona (de segunda mão também), que fomos pegar hoje, e que eu também curti: preço bom, bem cuidada, confortável, uma cor boa.

A maior parte está no nosso atual escritório, que é onde vai ser o quartinho do Caio. O De disse que eu podia colocar no quarto de hóspedes, que ainda está completamente vazio. Mas eu gosto de deixar no escritório mesmo, onde eu vejo tudo no meu dia a dia! Meu filho nem nasceu e eu já tô uma mãe boba, não? J

Fico boba-empolgada com essas coisas, mas não me esqueço de agradecer sempre pela sorte de ter os amigos que temos, e a família que nos apoia em tudo! Esse é o verdadeiro presente.