segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Música, pra que te quero


Normalmente quando coloco o Caio no trocador, por exemplo, e ele reclama, é só começar a cantar que ele pára de “miar” e sorri. É tiro e queda – ele começou a reclamar, seja por que motivo for, eu canto, ele pára.

Eu costumo cantar as “nursery rhymes” que aprendi com um brinquedo que ele tem que canta várias. Essas são as preferidas dele. Mas cantar sempre as mesmas enjoa, né? Então às vezes eu canto uma Marisa Monte, Céu... E foi aí que eu percebi como a música estava faltando na minha vida. Digo, a minha música! Porque simplesmente eu não conseguia lembrar quais as músicas que eu curtia cantar, e a letra também falhava. Me toquei que quando eu dava play era só Arca de Nóe, Bossa Nova para Bebês, Saltimbancos...

Comentei tudo isso com o De, e decidimos que isso tinha que mudar. E mudou! Não que a gente não coloque mais a música do Caio. Isso continua. Mas agora toda a manhã a gente liga a nossa música pra começar bem o dia – um reggae, um Ben Harper, uma das minhas cantoras... E no decorrer do dia quando o Caio está acordado também!

Ufa! Que alívio! Parece que nossa vida ganhou ainda mais qualidade!

O próximo passo nesse sentido é ir pro Brasil e voltar a ter rodas de violão como uma constante na minha vida! Depois das pessoas, é disso que eu sinto mais falta aqui na NZ.
Amigos/primos músicos (que por sorte são vários!), preparem-se que eu quero muito ouvir vocês! 

domingo, 30 de setembro de 2012

What a wonderful world


Ter filhos reacende na gente a esperança na humanidade. E se você é desses que acredita na bondade natural do ser humano, como eu, ter filhos faz aumentar a fé. Gentileza por parte de conhecidos e desconhecidos passa a ser parte do dia a dia.

Eu e Caio vamos pra universidade às vezes a pé (uma caminhada de 25 minutos), às vezes de ônibus. É uma beleza pegar bus aqui. Nada de superlotação, espaço pro carrinho (que é o mesmo reservado pra cadeira de rodas), pra descer não é preciso levantar do banco antes de o ônibus parar no ponto... Aí pra sair do bus, por causa do carrinho eu me acostumei a ir de costas, pois apóio as rodas traseiras na calçada e aí fica fácil manipular o restante. Acontece que quase sempre alguém se oferece pra me ajudar. Fico até sem graça de dizer que não precisa, que eu já peguei a manha, etc. Quando a pessoa que salta na minha frente já vai se virando, eu já nem me coloco de costas, deixo ela me ajudar, agradeço e acho que a pessoa fica contente também!

Além disso, nunca recebi tantos sorrisos gratuitos de desconhecidos. Pode ser uma mãe empurrando seu bebê, ou uma mulher qualquer – engraçado que os homens não riem assim pra gente; são mais as mulheres mesmo –, de todas as idades!

Tem até aquelas vezes que as senhoras passam por mim, digamos no supermercado, e dizem que eu tenho um “gorgeous baby”.

Os conhecidos também ficam mais solícitos, ainda mais gentis.

Caminho por aí e inevitavelmente concordo com Louis Armstrong!

I hear babies cry...... I watch them grow 
They'll learn much more.... .than I'll never know 
And I think to myself ..... what a wonderful world! 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Reconhecimento


Reconheço que tenho uma vida gostosa, uma vida que me aconchega...

Adoro trabalhar três dias de casa, me permitir trabalhar o tempo que quiser/der, ter tempo pra ajeitar a casa, interromper o trabalho quando meu bebê precisa de mim, tudo sem pressão...

Adoro trabalhar dois dias fora, me arrumar pra sair, ver outras pessoas, deixar o Caio na creche, onde ele desenvolve uma tamanha sociabilidade além de inúmeras outras habilidades, ser parte de um projeto de pesquisa, poder focar nisso sem interrupção por horas a fio...

Adoro ter tempo pras minhas terapias: a coletiva – dança – e a individual – cinema.

Adoro a sensação de acolhimento que meu pequeno flat me dá, a facilidade pra limpar, pra cozinhar e olhar o Caio ao mesmo tempo, a desnecessidade de ligar o aquecedor... adoro!

Adoro meu maridão parceiro pra caramba, pai admirável, carinhoso, participativo!

Adoro minha família, meus amigos!

Adoro a perspectiva de estar junto de muitos tão importantes logo, logo!

Reconheço que tenho a vida ideal pra mim.

Reconheço e agradeço.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Pensamento de ultimamente



Ter filho(s) é ter uma expectativa gostosa não apenas em relação a um momento pontual num futuro próximo, mas em relação a todo o futuro em si!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Prometo que não dou um piu!


Esses dias aconteceu uma coisa engraçada, que nunca tinha acontecido antes.

À noite, o Caio vai pra cama umas 7h30. Isso sempre foi tranquilo – banho, mamadeira, historinha e berço. Ouvem-se uns “nhoim, nhoim, nhoim” dele tentando dormir, e então segue um silêncio, de quem caiu no sono.

Mas na segunda passada não foi assim. Chegamos normalmente até a parte do “nhoim, nhoim, nhoim”, mas em vez do silêncio, seguiu-se um choro forte, um choro cansado.

Como tínhamos tido um dia mais “difícil”, com direito a médico, garganta inflamada (a do Caio), febrinha e remédios, pensei que ele devia estar muito cansado e que não estava conseguindo dormir sozinho. Como já fiz em algumas raras vezes antes, decidi ajudá-lo – vou pegar o Caio no colo esta vez, pensei! (Em circunstâncias especiais, pegar o seu bebê no colo pra ele dormir não vai fazer ele desaprender a dormir sozinho! No dia seguinte tudo volta ao normal, como eu mesma já comprovei!) Bom, entrei no quarto, deitei ele no meu colo, sentei na poltrona, e nada... o choro não parava. Levantei, embalei... nada. Será que ele está com alguma dor? Mas ele tá todo medicado, tomou a mamadeira na boa! Segurei ele em pé e... ele parou de chorar. Acalmei ele assim e resolvi tentar colocar na caminha de novo. Abriu o berreiro! Peguei ele no colo, parou. E assim foi com algumas tentativas, minhas e do De.

Falei pro De que com dor ele não estava, se não ele não ia parar de chorar tão na boa quando a gente não está tentando fazer ele dormir... Como a janta já estava no forno, decidi trazer o Caio pra sala, colocar ele na cadeirinha de brincar, pra gente poder comer.

Gente, enquanto estava na sala, ele não chorou nem um minuto! Aliás, a verdade é que ele nem se mexia! Só os olhinhos atentos que iam do De pra mim, de mim pro De, enquanto eu terminava de preparar o rango e enquanto jantávamos. Ele não deu um piu! Parecia mesmo que tinha dito “se vocês me levarem pra sala, eu prometo que fico bem quietinho no meu canto!”

Passados uns vinte minutos, parecia que ele já estava bem. E como ele bocejava e tal, decidimos tentar o berço de novo. Foi só colocar ele lá que.... buáááá, buáááá, buááááá. Será que é fome?, pensei. Afinal, ele tinha tomado a mamadeira toda numa avidez...! Dei mais um pouco de leite, ele tomou tudo, li uma historinha de novo, pra fazer o procedimento pré-cama, coloquei no berço e... choro, choro, choro. Era só pegar ele no colo que ele parava.

O De sugeriu tentar na nossa cama, eu do ladinho dele. Coloquei ele lá. Enquanto eu botava o pijama, ele estava bem quietinho. Foi eu deitar e apagar a luz que.... sim, ele chorou de novo. Ele simplesmente não queria dormir!!

Aí o De trouxe o Caio pra sala e ficou sentadinho com ele no sofá, Caio brincando de bater numa caixa de lenço vazia, com aquele semblante de quem sabe que não deveria estar ali, mas que estava tentando não incomodar. Fiquei de cara!

Nisso já tinham passado duas horas! Até que às 9h45, quando o De tentou deitar o Caio no colo, ele aceitou, fechou os olhos, e dormiu. Colocamos ele no berço e a noite transcorreu tranquila como normalmente!

No dia seguinte, o De viajou a trabalho, pra ficar quatro dias fora. Me pergunto se os bebês têm intuição pra esse tipo de coisa, e se o que o Caio queria era passar mais tempo com o pai dele.

Ou então, o que terá sido? Ai, a maternidade e suas perguntas sem resposta...! J

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Posfácio ao último post


Aqui na NZ, o pessoal é totalmente pró-amamentação. Até aí tudo bem, eu também sou. Mas aqui às vezes há até um certo exagero, que já ficou claro pra mim em situações diversas.

No meu primeiro emprego na NZ eu trabalhava num call center que fazia pesquisas normalmente encomendadas por órgãos do governo. Eu fiquei bastante tempo responsável por uma da Plunket, instituição que há quase 100 anos cuida das crianças neozelandesas de 0 a 5 anos de idade. Quando chegava na parte sobre amamentação, ouvi de várias mães que, por não terem conseguido amamentar, se sentiam julgadas, se sentiam “menos mãe”, ficavam deprê...

Há poucos meses, veiculou na tevê a imagem de um jogador de rúgbi, o esporte nacional, dando mamadeira pra sua filhinha de meses. Nossa, que polêmica que isso causou. Instituições pró-amamentação supercriticaram o cara, daí teve várias reportagens sobre o caso! Eu fico impressionada! A galera nem sabe se não é leite materno o que tem na mamadeira, se a mãe teve dificuldades pra amamentar, se ela tentou ou não, ou que razões teve pra escolher não amamentar se foi este o caso!

E há exemplos mais próximos da gente também, como o de uma amiga que, ao constatar que estava com pouco leite, decidiu complementar com fórmula, e quando falou pra sua midwife recebeu uma cara feia (só pra constar, a produção de leite dela normalizou e hoje ela já não precisa complementar).

E aí que agora que eu estou complementando, percebi que estou totalmente “introjetada” dessa pressão que há aqui na NZ.

Duas vezes por semana eu trabalho na universidade e consegui vaga pro Caio na creche da Law School mesmo, apenas dois andares abaixo do meu! Foi perfeito porque quando chega a hora, eu desço, pego o Caio, e nós vamos prum quartinho que a uni disponibiliza pra quem queira descansar, ou então amamentar! Agora que tem a mamadeira depois do peito, eu sempre acabo me sentindo mal se alguma mulher chega na cozinha quando estou preparando a mamadeira, ou mesmo quando estou caminhando pelos corredores, da creche ao quartinho, com a mamadeira na mão! Me dá uma apreensão de ser julgada! Minha vontade é andar com uma plaquinha: “I BREASTFEED!”

E outra situação aconteceu este fim de semana. Fui no chá de bebê de uma amiga, e lá pelas tantas eu estava no quarto dando mamadeira pro Caio. Aí a sogra dela veio conversar comigo – um amor de pessoa que em nenhum momento me olhou diferente ou fez qualquer coisa que pudesse fazer eu me sentir julgada. Ainda assim, eu me senti “obrigada” a falar pra ela que eu ainda amamento, mas que estou com pouco leite e por isso tenho que complementar com fórmula!

Alguém mais já se sentiu assim aqui na NZ? E no Brasil? Há esta pressão?

sábado, 4 de agosto de 2012

(Breast)feeding ou A li/ma mentando


Na semana da amamentação, e tendo em conta o que a gente está passando no momento aqui em casa, acho pertinente escrever um post sobre a minha experiência com a amamentação do Caio. Ou deveria dizer alimentação? Porque vai além de dar de mamar.

Comecemos do começo.

Considerando as experiências de algumas amigas com a amamentação, acho até que a minha foi tranquila. Nos primeiros dois dias depois que o Caio nasceu, nós dois aprendendo essa arte, eu notava que meus mamilos estavam ficando avermelhados, e no terceiro dia, já em casa, acordei com eles bem doídos, machucadinhos. Aí falei no telefone com a Dani, que me deu uma dica preciosa: deixar os seios expostos ao ar e sempre que der ao sol também. Por sorte era um dia ensolarado e com 10 minutinhos aqui, 10 minutinhos ali, no dia seguinte eu já não sentia mais dor! A partir daí também comecei a passar as manhãs de topless em casa, assim qualquer começo de machucadinho logo cicatrizava. Minha midwife dizia que amamentar é como comprar sapatos novos: no início machucam um pouco, mas em duas semanas já estão confortáveis. Lembro que ao fim da primeira semana comentei com ela que pelo jeito eu me acostumava mais rápido com sapatos novos!

Apesar disso, eu não estava encantada com o ato de amamentar, como muitas comentavam comigo: “dar de mamar é muito bom”, “é mágico”, “que saudade de amamentar”... Pelo contrário, eu estava achando o maior trampo: meus seios viviam pingando, tinha que usar absorvente direto, ou então aquelas conchas que deixam o mamilo pegando ar, que acabavam ficando cheias de leite, eu me esquecia disso e quando me abaixava virava o leite todo na minha roupa (isso acontecia ao menos uma vez por dia), ter que ficar de sutiã 24 horas por dia... E quando o seio enche muito e fica dolorido? E várias posições pra dormir (tipo mais de bruço) em que o peito doía? Olha, eu até comentei com a mãe que seriam seis meses e pronto, que assim que o Caio começasse com sólidos eu ia começar a parar de amamentar, e quando ele completasse sete meses, já era! Cheguei a pensar, quando o Caio completou um mês, “só mais cinco”; quando ele fez dois meses, “só mais quatro”, e quando ele fez três, “metade já foi!”. Pensei assim, acreditam?

Mas aí que o tempo foi passando e eu me adaptando, e meus peitos já não ficavam mais tão cheios, nem doídos, nem pingando, e usar sutiã 24-7 (24 horas, 7 dias por semana) já não era mais um problema. E depois da marca dos três meses, na realidade meus seios até diminuíram (voltaram ao tamanho normal), e o Caio estava mamando super rápido (de 5 a 7 minutos). Se, por um lado, eu comecei a achar ótimo amamentar, e curtir o momento com meu filhinho, e entender minhas amigas, por outro lado tudo isso me deixou até preocupada: será que meu leite está secando? Fui ao google e vi que é normal depois de uns três meses as coisas se estabilizarem, e que tem muita mãe mesmo que questiona se há algo de errado com sua produção de leite. Beleza, pensei eu. Está tudo certo então. De fato, Caio continuava ganhando bom peso. Quando completou três meses certinho, tinha ganhado 500 g em três semanas (estava com 6.500 kg)!

Depois disso, no entanto, eu não estava mais conseguindo tirar leite com a bombinha. Saía muito pouquinho leite... E eu precisava tirar pras noites em que tenho aula de dança. Tentei semanas a fio e o máximo que eu conseguia de cada vez era uns 30 ou 40 ml. Que frustrante.

Um pouco antes de Caio completar quatro meses, a enfermeira dele voltou em casa e o pesou. Em quatro semanas, mais tempo que na última vez portanto, ele tinha engordado apenas 240 g... Não gostei. A enfermeira disse que a tendência era de fato diminuir, e que se eu visse no geral, em seis semanas (ela contou errado, na verdade eram sete) ele tinha engordado 740 g, e que isso é bom. Eu comentei que achava que ele tinha chegado a 7 kg (tinha sentido no braço mesmo) mas que depois o senti mais leve de novo. Como toda a família tinha passado por duas semanas de um resfriado forte, imaginei que devido a isso ele tinha perdido um pouco de peso – chegou a 7 kg e depois perdeu –, mas isso tudo era meu pensamento, sem nenhuma comprovação.

Comentei com a Karmen também que eu estava preocupada com minha produção de leite, falei da bombinha e tal. Ela me sugeriu tomar Fenugreek pra ajudar nisso. Comprei o tal herbal medicine, que não foi barato, e comecei a tomar. Não senti diferença nenhuma. Ao contrário, Caio começou a reclamar ao fim das mamadas, às vezes chorava um pouquinho, começava a demonstrar que estava com fome duas horas depois de mamar, quando a maioria de seus amiguinhos da mesma idade já estava mamando a cada quatro horas! Eu estava com uma pulga atrás da orelha, algo me dizendo que meu leite não estava sendo suficiente. O negócio foi que as reclamações do Caio não aconteciam em toda a mamada, e ele continuava dormindo bem, tanto de dia como de noite, e era risonho e suas bochechinhas continuavam ali.

Mas sabe a pulguinha que não te deixa em paz? Pensei várias vezes em chamar a nurse pra pesar ele, mas acabei não chamando, afinal fazia pouco tempo que ela tinha vindo, e ele parecia estar bem, etc., etc. Mas a hipótese de complementar com fórmula não saía da minha cabeça. A essas alturas eu já estava adorando amamentar, e me deixava triste pensar que não ia conseguir amamentar exclusivamente até os seis meses de Caio. Por isso, a decisão de complementar com fórmula demorou umas duas semanas pra acontecer. Eu ainda estava na esperança do fenugreek funcionar, de minha produção aumentar. Porém, à noite, quando meus peitos já estavam vazios, ficava claro que dar de mamar apenas não estava funcionando. Tive que encarar a decisão adiada, e quando ele estava com quatro meses e meio comecei a dar uma mamadeira de fórmula pra ele à noite depois da mamada. Nem falei com a enfermeira, nem nada. Eu sabia que era preciso fazer algo. Comecei dando pouquinho, 100 ml, pois afinal ele ainda estava mamando! Mas uma semana depois, eu estava sentindo os ossinhos do Caio ao pegar ele no colo... as costelinhas, sabe? Apesar das bochechas gordinhas ainda estarem lá. Aí não deu pra mim – chamei a Karmen.

Ela foi ótima, me deu um super apoio na complementação, antes mesmo de pesá-lo. E quando o pesamos, o resultado: Caio estava com 6,620 kg, ou seja, não só não tinha ganhado peso, como tinha perdido 120 g! Baixou duas linhas no gráfico – de acima de 50% passou a abaixo de 25%... Fiquei arrasada! Me senti culpada, não pela baixa produção de leite, mas porque demorei demais pra ouvir minha intuição! Pensar que o Caio estava há um mês passando fome!! E tão resignado que nem reclamava muito! Tadinho do meu anjinho!

A Karmen me explicou que normalmente, quando baixa duas linhas no gráfico, elas mandam pro médico. Mas que pelo que eu estava dizendo era mais falta de leite mesmo, então que fizéssemos uma semana de teste. Eu complementaria todas as mamadas, pra começar com 200 ml, e em poucos dias Caio me indicaria se precisaria de mais ou menos do que isso. De fato, logo percebi que nas primeiras mamadas do dia, com meu peito ainda cheio, bastava de 100 a 125 ml, depois à tarde 150 ml, e na da noite 200 ml.

Uma semana depois, na checagem, Caio tinha engordado 380 g!! O récorde da vida dele (até então era 360 g, numa semana do primeiro mês). Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo, pois isso me mostrou que ele estava com fome!! Que coisa!

Eu também tinha sido alertada pela enfermeira que talvez ele perdesse o interesse em mamar no peito e passasse a querer só a mamadeira. Na verdade o que já vinha acontecendo e que deu uma piorada foi que o Caio mama uns três minutos tranquilo e depois, quando fica mais difícil de o leite vir, ele já não quer mais! Eu insisto, aí ele mama uns segundos, na sequência já reclama, insisto de novo, ele até vai de novo, e ficamos assim, nessa “briga” por mais dois ou três minutos (eu sei o tempo porque marco tudo na app do Ipod, desde o terceiro dia de vida dele!).

A piorada é que agora não está adiantando eu insistir – depois de um pouquinho ele não quer mais e ponto. E há dois dias, pela primeira vez, teve umas mamadas que ele não quis at all. Nem por um pouquinho! Já as mamadeiras, ele ama! Fica louco só de me ver preparando!

Quem se resignou desta vez fui eu...(suspiro) Há que treinar o desapego! Até porque essa “briga” sempre nas mamadas já está ficando chato, sabe? O que é pra ser especial e prazeroso está ficando estressante. Então pensei comigo mesma: as primeiras mamadas da manhã e o dreamfeed, às 10h da noite, são as que ele leva mais na boa, tranquilo. Assim, continuarei com essas por mais uns meses. Gosto de saber que ele segue recebendo os anticorpos que vêm com o leite materno. Entre outras coisas.

Mas poxa, logo agora que eu estava curtindo tanto! Que ironia, não?!

De qualquer forma, o alívio por saber que agora ele está se alimentando bem não tem preço!  Pesamos o Caio mais vezes e ele continua a ganhar peso! E as bochechinhas dele estão ainda maiores!

Bom, em meio a isso tudo ainda teve a tentativa de introduzir os sólidos! Mas isso é assunto pra outro post!